De repente...

E então de repente...

Ela conheceu novos amigos, outros jardineiros se encantaram pela flor agora cuidada, com o mais belo dos aromas desse jardim.


A flor que foi o sonho daquele ingênuo jardineiro, que por um instante chegou a acreditar que o mundo seria perfeito ali, vivendo com a flor naquele simples jardim.


Mas a flor que antes estava despetalada, depois de se recompor, enxergou alegria em outros jardins.

Ela não queria ficar ali, naquele jardim como se fosse um cativeiro, ela queria viver!

E então, ela seguiu seu caminho, linda, excêntrica, cheirosa, bela, encantadora... porém dali o jardineiro não pôde sair.


Quem sabe um dia a flor volte a alegrar os dias desse jardim agora desbotado.


Quando a flor se foi, o jardineiro percebeu que o cuidado cedido a ela lhe consumia todo o tempo (dias, meses...) e nada mais importava.

E seu jardim foi ficando abandonado...

Mas na cabeça dele a justificativa vinha como uma pergunta "Como não poderia dar toda atenção à mais bela que um dia já passou pelo meu jardim, e a que mais necessitava?"


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